A análise do último ano do KNCR11 revela uma história de crescimento estratégico e adaptação a um ambiente macroeconômico favorável. O principal motor de valor foram as duas grandes captações de recursos, a 10ª e a 11ª emissões de cotas (Fatos Relevantes de fev/24 e out/24, respectivamente). Os comentários do gestor narram consistentemente o processo de alocação desses recursos. Imediatamente após as captações (jun/24 e jul/24, por exemplo), a gestão reportou um impacto negativo temporário na alocação, o que é natural. No entanto, os relatórios subsequentes demonstram uma rápida e eficiente alocação em CRIs com devedores de primeira linha (MRV, Brookfield, Tenda), validando a capacidade de execução da equipe.
A evolução do Dividend Yield Anualizado (Rolante) espelha essa narrativa perfeitamente. O DY iniciou o período em 12,32% (jun/24), sofreu uma queda gradual até 11,53% (jan/25) – coincidindo com o período de digestão dos recursos da 10ª emissão e o início da 11ª – e, desde então, engatou uma trajetória de recuperação consistente, atingindo 12,07% em maio/25. Essa recuperação é fruto da combinação de três fatores mencionados pelo gestor: a plena alocação dos recursos das emissões, o uso de alavancagem para superar 100% de alocação do PL (confirmado pelo passivo de R$ 824 milhões no informe da CVM) e, crucialmente, o patamar elevado da taxa Selic, que beneficia diretamente a carteira majoritariamente indexada ao CDI.
A estratégia do gestor é validada pelos dados quantitativos. A Rentabilidade Efetiva de 1,27% em maio/25, superior ao DY distribuído de 1,18%, sugere que o fundo está gerando mais resultado do que distribui, acumulando uma ‘gordura’ que pode sustentar os dividendos futuros ou ser distribuída posteriormente. Além disso, a Taxa de Administração de 0,08% ao mês sobre o PL (equivalente a 0,96% a.a.) é competitiva para a indústria, garantindo que uma parcela maior do retorno bruto chegue ao cotista. A consistência em manter a carteira sem eventos de crédito negativos, mesmo com renegociações pontuais (como a do CRI Even Estoque), reforça a percepção de uma gestão de risco ativa e prudente.
O portfólio do KNCR11 é concentrado em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) de alta qualidade, majoritariamente indexados ao CDI, o que alinha sua performance diretamente à taxa Selic. A gestão adota uma estratégia de alocação ativa e diversificada, investindo em devedores de setores como residencial (MRV, Tenda), logístico (Brookfield, HSLG – Meli) e lajes corporativas (Ed. Faria Lima Plaza), conforme detalhado nos relatórios. Os dados da CVM de maio/25 validam essa estratégia, mostrando um nível de caixa irrisório (R$ 43 mil) e um passivo relevante de R$ 824 milhões. Esse passivo confirma o uso de alavancagem (operações compromissadas) para manter o capital investido acima de 100% do PL, maximizando a captura dos juros elevados, como consistentemente reportado pela gestão nos últimos meses.
Distribuição/cota:
DY (12m):