Relatório de 2026-04-30
A aceleração do IGP-M para 2,73% e a reestruturação estratégica de ativos marcaram o portfólio do **BCRI11** em abril de 2026, embora o pagamento de dividendos tenha recuado para R$ 0,70 por cota (dividend yield de 1,10%). O patrimônio líquido apresentou leve oscilação negativa, fechando em R$ 532,20 milhões. Em contrapartida, a posição de caixa foi robustecida para 10,63% (R$ 57,24 milhões), ampliando a liquidez defensiva do fundo. No monitoramento de riscos, a taxa de inadimplência e renegociação subiu marginalmente para 14,42%, pressionada pelo pedido de Recuperação Judicial da controladora do CRI Casa & Vídeo, o que levou à decretação de seu vencimento antecipado. Para o investidor focado em avaliar se o ativo vale a pena, o carrego atual reflete uma gestão ativa focada em destravar valor de créditos estressados e capturar a alta recente dos índices inflacionários.
Relatório de 2026-03-31
A reversão positiva do IGP-M e o expressivo avanço na recuperação de crédito impulsionaram o pagamento de dividendos do **BCRI11** neste mês. O rendimento mensal subiu para R$ 0,74 por cota (dividend yield de 1,16%), um incremento de R$ 0,08 em relação a fevereiro, beneficiado pela alta de 0,52% do IGP-M e 0,88% do IPCA. O patrimônio líquido do fundo registrou leve alta, alcançando R$ 533,54 milhões. A posição de caixa avançou para 7,87% (R$ 42,43 milhões), com R$ 20,01 milhões alocados em operações compromissadas lastreadas em CRI. No monitoramento de crédito, a parcela de ativos inadimplentes, em renegociação ou com waiver subiu sutilmente para 14,21%. O destaque operacional positivo foi o recebimento de R$ 704,8 mil na recuperação do CRI Skanix e a obtenção do habite-se do CRI Pinheiro de Sá. Por outro lado, os riscos persistem: a devedora Casa & Vídeo obteve nova extensão de 30 dias na tutela cautelar, e o CRI Correios mantém parcelas atrasadas desde janeiro, aproximando-se do gatilho de 90 dias para vencimento antecipado. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o carrego atual reflete um portfólio que equilibra o repasse de inflação mais alta com a gestão ativa de uma carteira de crédito em reestruturação.
Relatório de 2026-02-28
A prorrogação da tutela cautelar da Casa & Vídeo e a deflação do IGP-M pressionaram o pagamento de dividendos do **BCRI11** neste mês, que recuou para R$ 0,66 por cota (dividend yield de 0,99%). Comparado ao mês anterior, o rendimento mensal sofreu uma retração de R$ 0,09 por cota. O patrimônio líquido apresentou leve alta, atingindo R$ 533,39 milhões, enquanto a posição de caixa subiu para 7,77% (R$ 41,89 milhões), dos quais R$ 14,08 milhões estão alocados em operações compromissadas. No monitoramento de crédito, a parcela de ativos inadimplentes, em renegociação ou com waiver subiu ligeiramente para 14,14%. O cenário de recuperação de garantias segue ativo, com o recebimento de R$ 66 mil referentes ao CRI Skanix, mas os desafios persistem: a devedora Casa & Vídeo obteve mais 30 dias de proteção contra execuções, e o CRI Correios caminha para o acionamento de vencimento antecipado caso complete 90 dias de atraso. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o carrego atual reflete um portfólio lidando com reestruturações de crédito em um ambiente onde o IGP-M registrou queda de 0,73% no período.
Relatório de 2026-01-31
A inadimplência do CRI Casa & Vídeo e a consequente tutela cautelar que impede a execução de garantias marcaram a dinâmica do **BCRI11** neste mês, pressionando o pagamento de dividendos para R$ 0,75 por cota (dividend yield de 1,09%), uma retração frente aos R$ 0,91 distribuídos em dezembro. O patrimônio líquido, por outro lado, apresentou leve alta, alcançando R$ 532,42 milhões. A posição de caixa recuou para 7,49% (R$ 40,36 milhões), refletindo um ritmo mais contido de alocação, com aportes pontuais que somaram R$ 4,9 milhões nos CRIs Impegno e Felicitá, em contraste com a forte reciclagem do mês anterior. No monitoramento de crédito, a parcela de ativos com waiver, inadimplentes ou em renegociação recuou levemente para 14,05% da carteira. Contudo, o cenário exige atenção: além do caso Casa & Vídeo, o CRI WAM voltou a inadimplir após o fim de seu waiver, e o CRI Correios acumula atrasos que podem acionar o vencimento antecipado. Para o investidor que pesquisa se o ativo vale a pena, o carrego atual evidencia um portfólio em transição, lidando com a recuperação ativa de garantias (como a penhora de 55 unidades no CRI Artenge) em meio a um cenário de inflação (IGP-M) que voltou a registrar alta de 0,41% no período.
Relatório de 2025-12-31
A forte reciclagem de portfólio com R$ 52 milhões em novas aquisições e a recuperação parcial de créditos inadimplentes impulsionaram o pagamento de dividendos do **BCRI11** neste mês. O rendimento subiu para R$ 0,91 por cota (dividend yield de 1,34%), superando os R$ 0,85 distribuídos em novembro. O patrimônio líquido acompanhou a melhora, atingindo R$ 529,48 milhões. A posição de caixa avançou para 7,91% (R$ 42,49 milhões), reflexo das movimentações táticas da gestão. Do lado da alocação, o destaque foi o aporte de R$ 15 milhões no CRI Almeida Júnior (IPCA + 8,58% a.a.). No monitoramento de crédito, a fatia de ativos problemáticos oscilou levemente para 14,97% (10,82% em inadimplência e 4,15% com waiver). O CRI Pesa passou por reestruturação com descontos para acelerar a devolução de R$ 15,2 milhões ao caixa, enquanto o CRI Skanix registrou recuperação de R$ 7 milhões. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o carrego atual reflete um esforço ativo de mitigação de riscos e renovação de quase 10% da carteira, mantendo a reserva acumulada em patamar neutro.
Relatório de 2025-11-28
A liquidação antecipada do CRI Thermas São Pedro e a consequente elevação da posição de caixa reconfiguraram a distribuição de rendimentos mensais do **BCRI11** neste mês. O pagamento de dividendos recuou para R$ 0,85 por cota (dividend yield de 1,10%), ante os R$ 0,92 registrados no mês anterior. O patrimônio líquido apresentou leve alta, alcançando R$ 528,49 milhões. A liquidez do fundo saltou de 5,42% para 7,37% (R$ 39,45 milhões), impulsionada pelo recebimento de R$ 12,39 milhões referentes ao acordo com a devedora do ativo liquidado. Do lado da alocação, o fundo iniciou os aportes no CRI Impegno (IPCA + 13,5% a.a.) com R$ 2,6 milhões. No monitoramento de crédito, a fatia de ativos problemáticos recuou de 17,20% para 14,91%, sendo 10,79% em inadimplência e 4,12% com waiver. O CRI Correios segue com parcelas pendentes desde setembro, enquanto o CRI Pesa teve prazo aprovado para venda de ativos em garantia. Para o investidor que pesquisa se o ativo vale a pena, o carrego atual reflete um portfólio em transição, com R$ 0,02 por cota de reserva acumulada e novas liquidações antecipadas (GPA e Grupo CEM) previstas para reforçar o caixa no curto prazo, exigindo agilidade na reciclagem do capital.
Relatório de 2025-10-31
A liquidação antecipada de ativos problemáticos e a elevação no pagamento de dividendos ditaram o carrego do **BCRI11** neste mês. O fundo distribuiu R$ 0,92 por cota, atingindo um dividend yield de 1,44%, superando os R$ 0,88 do mês anterior, mesmo diante da deflação do IGP-M (-0,36%). O patrimônio líquido subiu levemente para R$ 527,95 milhões, enquanto a posição de caixa avançou de 4,25% para 5,42% (R$ 29 milhões). No monitoramento de garantias, a fatia de ativos com waiver ou inadimplência oscilou para 17,20% (sendo 13,10% inadimplentes e 4,10% com waiver). Entre os avanços operacionais, destaca-se o recebimento de R$ 1,26 milhão na recuperação do CRI Skanix e a notificação de recompra do CRI GPA, que abrirá espaço para a venda de ativos e novas alocações. Por outro lado, o CRI Correios mantém parcelas atrasadas desde agosto e o CRI GVI apresentou inadimplência de amortização. Para o investidor que pesquisa se o ativo vale a pena, o valuation atual reflete um carrego com prêmios atrativos e gestão ativa de passivos, exigindo acompanhamento contínuo das resoluções de crédito e renegociações.
Relatório de 2025-09-30
A elevação no pagamento de dividendos e a movimentação nas negociações de ativos problemáticos ditaram o ritmo do **BCRI11** neste mês. O fundo distribuiu R$ 0,88 por cota, perfazendo um dividend yield de 1,38%, o que representa um avanço em relação aos R$ 0,83 do mês anterior, impulsionado pela alta do IPCA (0,48%) e do IGP-M (0,42%). O patrimônio líquido apresentou leve alta, fechando em R$ 526,82 milhões, enquanto a posição de caixa subiu para 4,25% (R$ 22,77 milhões). No carrego da carteira, a fatia de ativos com waiver ou inadimplência avançou ligeiramente para 17,09%. Houve desenvolvimentos mistos: o CRI Correios quitou parcelas atrasadas de junho e julho, mas segue com pendências a partir de agosto; o CRI Eco Resort teve carência de amortização aprovada até abril de 2026; e o CRI Skanix teve vencimento antecipado decretado, entrando em processo judicial. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o valuation atual reflete um carrego com prêmios atrativos, mas que exige monitoramento contínuo das garantias, com a rentabilidade efetiva no mercado secundário alcançando 2,08% no período.
Relatório de 2025-08-29
A integralização de novas tranches e a leve alta na fatia de ativos problemáticos marcaram o mês do **BCRI11**. O pagamento de dividendos recuou para R$ 0,83 por cota (dividend yield de 1,27%), refletindo a normalização após eventos não recorrentes do mês anterior e a deflação pontual do IPCA (-0,11%). O patrimônio líquido permaneceu estável em R$ 521,47 milhões, enquanto a posição de caixa caiu de 5,03% para 3,96% (R$ 20,96 milhões), impulsionada por aportes de R$ 3 milhões no CRI Pinheiro de Sá e R$ 3 milhões no CRI Felicitá. No carrego da carteira, a taxa de inadimplência e waivers subiu ligeiramente para 16,74%. O CRI Correios acumulou seu terceiro mês de atraso (junho a agosto), atingindo o limite para decretação de vencimento antecipado, enquanto os CRIs GVI e Thermas São Pedro seguem no aguardo de assembleias para deliberação. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o valuation atual reflete a gestão ativa na alocação de recursos contraposta à necessidade de monitoramento estrito das garantias acionadas, com a rentabilidade efetiva no mercado secundário revertendo a queda anterior e fechando em 1,01% no período.
Relatório de 2025-07-31
O avanço da inadimplência para 16,59% da carteira e o aumento na distribuição de rendimentos ditaram o ritmo do **BCRI11** neste mês. O pagamento de dividendos subiu para R$ 0,91 por cota (dividend yield de 1,40%), impulsionado pela liquidação antecipada do CRI Nova Colorado 3, apesar da deflação do IGP-M (-0,77%). O patrimônio líquido recuou para R$ 521,39 milhões, enquanto a posição de caixa atingiu 5,03% (R$ 26,61 milhões). No carrego de ativos problemáticos, a fatia em waiver ou inadimplência cresceu, refletindo a nova inadimplência do CRI GVI após o fim do seu período de carência de amortização. Além disso, o CRI Correios segue com parcelas de junho e julho em atraso, aproximando-se do gatilho de 90 dias para vencimento antecipado. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o valuation atual reflete a pressão contínua desses eventos de crédito, evidenciada pela rentabilidade efetiva negativa de -1,66% no mercado secundário e pela necessidade de monitoramento estrito das garantias acionadas.
Relatório de 2025-06-30
O agravamento da qualidade de crédito marcou a dinâmica do **BCRI11** neste mês, com a fatia da carteira em waiver ou inadimplência saltando de 13,11% para 15,55%. Esse avanço reflete o novo calote parcial do CRI Thermas São Pedro e a persistência de atrasos no CRI Correios, que se aproxima do gatilho de 90 dias para vencimento antecipado. Em paralelo, a reestruturação do CRI WAM foi formalizada com a concessão de waiver até o fim do ano e extensão de prazo. Refletindo esse cenário de estresse e a deflação do IGP-M (-1,67%), o pagamento de dividendos recuou de R$ 0,88 para R$ 0,85 por cota, mantendo um dividend yield de 1,28%. O patrimônio líquido do fundo encolheu para R$ 535,99 milhões, enquanto a posição de caixa subiu levemente para 4,65% (R$ 24,54 milhões). Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o valuation atual exige monitoramento estrito das garantias acionadas e do carrego de ativos problemáticos, que limitaram o desempenho no mercado secundário, onde a cota registrou rentabilidade efetiva de -0,10% no mês.
Relatório de 2025-05-30
A alocação ágil de R$ 24,6 milhões em novos ativos e o salto nos rendimentos mensais redefiniram a dinâmica do **BCRI11** neste mês, contrastando com o avanço das complexidades de crédito na carteira. O pagamento de dividendos subiu expressivamente de R$ 0,76 para R$ 0,88 por cota, elevando o dividend yield para 1,28%, impulsionado por uma composição de 67% em juros e 33% em correção monetária. O patrimônio líquido do fundo avançou para R$ 541,84 milhões, enquanto a posição de caixa despencou de 9,32% para 4,29% (R$ 22,7 milhões) após a liquidação das aquisições do CRI Felicitá e CRI Portfólio Residencial, mitigando o carrego ocioso. Para o investidor que pondera se o ativo vale a pena, o valuation atual exige atenção redobrada à qualidade de crédito: a fatia do portfólio em waiver ou inadimplência saltou para 13,11%. Esse agravamento reflete novos reveses, como a decretação de vencimento antecipado do CRI Artenge, a nova inadimplência do CRI Correios e a suspensão de pagamentos atrelados ao CRI BR Distribuidora. O CRI WAM, já problemático no mês anterior, segue sem solução, com assembleia de reestruturação postergada para junho. No mercado secundário, a cota arrefeceu o ritmo de ganhos, registrando leve alta de 0,7%.
Relatório de 2025-03-31
A valorização expressiva de 9,28% no mercado secundário marcou o mês do **BCRI11**, superando o IFIX e contrastando com o leve recuo no pagamento de dividendos, que passou de R$ 0,77 para R$ 0,76 por cota (dividend yield de 1,11%). O patrimônio líquido registrou uma sutil retração para R$ 530,04 milhões, enquanto a posição de caixa avançou para 9,32% (R$ 48,94 milhões), dos quais R$ 18,45 milhões seguem atrelados a operações compromissadas. A estrutura dos rendimentos mensais manteve a estabilidade do carrego, distribuindo R$ 4,76 milhões compostos por 71% de juros e 29% de correção monetária. Para quem avalia se o ativo vale a pena, o valuation embute o peso de 11,15% da carteira em situação de waiver ou inadimplência. O destaque negativo intrínseco fica para o CRI WAM, que falhou novamente no pagamento da parcela de março, forçando a convocação de uma nova assembleia. Em paralelo, a gestão tenta reverter a ociosidade do capital com a iminente alocação de R$ 30 milhões em dois novos CRIs, previstos para o fechamento entre abril e maio, movimento crucial para reequilibrar a geração de valor sem depender da venda de ativos.