Relatório de 2026-04-30
A ampliação do duplo desconto da carteira para 20,3% e a redução da posição de caixa para 17,9% marcaram a dinâmica do **BTHF11** em abril de 2026. O fundo manteve o pagamento de dividendos em R$ 0,101 por cota, alinhado ao guidance semestral, enquanto o resultado contábil permaneceu estável em R$ 0,092 por cota. No mercado secundário, a cotação recuou de R$ 9,66 para R$ 9,15, comprimindo o múltiplo P/VP de 0,96x para 0,93x. A gestão realizou R$ 146 milhões em operações de venda de ativos e arbitragem, gerando R$ 8 milhões de liquidez e um ganho de capital de R$ 1,78 milhão. Os recursos foram direcionados majoritariamente para o aumento da exposição no IRIM11, que voltou a subir para 8,7% do patrimônio líquido. O dividend yield anualizado avançou para 13,25%, refletindo a queda no preço da cota e a manutenção dos rendimentos mensais. A carteira encerrou o mês com 34,0% em FIIs de tijolo e 20,0% em FIIs de papel, demonstrando um carrego focado em tijolo com suporte tático de papel.
Relatório de 2026-03-31
A elevação da posição de caixa para 21,8% e a execução de arbitragem via venda a descoberto (short) em XPML11 ditaram a dinâmica operacional do **BTHF11** neste mês. O fundo manteve o pagamento de dividendos em R$ 0,101 por cota, alinhado ao guidance, mesmo com o recuo do resultado contábil para R$ 0,092 por cota. O patrimônio líquido sofreu leve retração, enquanto a cotação no mercado secundário caiu para R$ 9,66, reduzindo o múltiplo P/VP para 0,96x. Essa reprecificação ampliou o duplo desconto da carteira, que passou de 14,3% para 15,9%. A gestão movimentou R$ 187 milhões no mercado secundário de fundos imobiliários, gerando R$ 93 milhões de liquidez. A maior posição do portfólio, IRIM11, teve sua representatividade reduzida de 9,46% para 8,6%, refletindo os ajustes táticos de venda de ativos. O dividend yield anualizado avançou para 12,55%, sustentado pela previsibilidade de renda dos ativos subjacentes e pelas operações de ganho de capital.
Relatório de 2026-02-27
A intensa rotação no mercado secundário de fundos imobiliários ditou o ritmo do **BTHF11** neste mês, gerando R$ 56 milhões em caixa e reconfigurando os indicadores de valuation da carteira. O pagamento de dividendos recuou para R$ 0,101 por cota (frente aos R$ 0,106 do período anterior), acompanhando a normalização do resultado contábil, que fechou em R$ 0,098 por cota após o pico extraordinário do mês passado. A gestão realizou mais de R$ 250 milhões em operações táticas, efetuando a venda de ativos em ações (MULT3 e DIRR3) e reduzindo parcialmente a exposição em fundos como KNIP11 e GARE11. No mercado secundário, a cotação avançou expressivamente para R$ 9,79, o que comprimiu o dividend yield anualizado para 12,38% e elevou o múltiplo P/VP para 0,97x. O nível de liquidez subiu para 16,7% do patrimônio líquido, que agora totaliza R$ 2,064 bilhões. O duplo desconto da carteira apresentou forte redução, passando de 24,7% para 14,3%, evidenciando a reprecificação dos ativos subjacentes. A maior posição do fundo, IRIM11 (9,46%), sofreu pressão técnica de venda devido à saída temporária do IFIX, mas mantém carrego estrutural elevado atrelado ao IPCA.
Relatório de 2026-01-30
O desinvestimento expressivo no EZ Tower marcou a virada de rentabilidade do **BTHF11** neste mês, gerando um ganho de capital de R$ 46 milhões e impulsionando o pagamento de dividendos para R$ 0,106 por cota, frente aos R$ 0,092 distribuídos no período anterior. A operação de venda de ativos, realizada com prêmio de 32% sobre o custo histórico, reduziu a exposição direta ao imóvel para apenas 0,3% do patrimônio líquido, mesmo com a melhora na vacância física do ativo, cuja ocupação subiu de 81% para 91%. O resultado contábil acompanhou a alta, saltando de R$ 0,093 para R$ 0,114 por cota, beneficiado também por amortizações nos fundos IRDM11, VTLT11 e SARE11, que adicionaram R$ 5,5 milhões ao caixa. No mercado secundário, os indicadores de valuation apresentaram forte recuperação: a cotação avançou de R$ 8,38 para R$ 9,03, elevando o múltiplo P/VP de 0,83x para 0,88x e o dividend yield anualizado para 14,09%. O patrimônio líquido total do fundo expandiu para R$ 2,185 bilhões, enquanto o nível de liquidez (caixa) subiu levemente para 14,4%. Adicionalmente, o duplo desconto da carteira de fundos imobiliários recuou de 28,7% para 24,7%, refletindo a reprecificação positiva dos ativos subjacentes e a gestão ativa na rotação do portfólio.
Relatório de 2025-12-31
A venda estratégica do CRI Assaí marcou a principal movimentação do **BTHF11** neste mês, injetando aproximadamente R$ 30 milhões no caixa e gerando um ganho de capital de R$ 1 milhão. Esse movimento de venda de ativos elevou a liquidez da carteira, com o nível de caixa saltando de 9,5% no mês anterior para 13,7%. Operacionalmente, o resultado gerado recuou de R$ 0,111 para R$ 0,093 por cota, refletindo a ausência de efeitos não recorrentes relevantes. Apesar da queda no lucro contábil, a gestão manteve o pagamento de dividendos estabilizado em R$ 0,092 por cota, adotando uma postura conservadora frente às indefinições macroeconômicas para o próximo ano. No mercado secundário, os indicadores de valuation sofreram nova retração: a cotação passou de R$ 8,46 para R$ 8,38, o que pressionou o múltiplo P/VP para 0,83x e elevou o dividend yield anualizado para 13,17%. O patrimônio líquido total do fundo também registrou leve contração, fechando em R$ 2,066 bilhões. Outro destaque é a ampliação do 'duplo desconto' da carteira de fundos imobiliários, que subiu de 22,7% para 28,7%, evidenciando um deságio acentuado nos ativos subjacentes. Em relação aos ativos reais, o EZ Tower Torre B manteve sua taxa de ocupação em 81%, exigindo monitoramento dos riscos atrelados à vacância física remanescente.
Relatório de 2025-11-28
A alocação de R$ 10,3 milhões no CRI LATAM-GRU e o repasse de receitas do Shopping Pátio Maceió impulsionaram o resultado gerado do **BTHF11** para R$ 0,111 por cota neste mês, superando a marca anterior de R$ 0,094. Apesar dessa evolução operacional, a gestão optou por manter o pagamento de dividendos estabilizado em R$ 0,092, adotando uma postura defensiva frente às incertezas macroeconômicas para o próximo ano. No mercado secundário, os indicadores de valuation sofreram leve retração: a cota de mercado recuou de R$ 8,68 para R$ 8,46, o que elevou o dividend yield anualizado para 13,05% e ajustou o múltiplo P/VP para 0,86x. O patrimônio líquido total apresentou leve contração, passando para R$ 2,095 bilhões. A estratégia de alocação continuou otimizando a liquidez, com o nível de caixa caindo de 10,3% para 9,5%, enquanto o 'duplo desconto' da carteira de fundos imobiliários reduziu de 26,1% para 22,7%. Em relação aos ativos reais, o EZ Tower Torre B, que representa 8,2% do portfólio, registra 81% de ocupação, mantendo um carrego de vacância física de 19% que exige monitoramento contínuo pelos cotistas.
Relatório de 2025-10-31
A alienação parcial da participação no EZ Tower reconfigurou a carteira do **BTHF11** neste mês, marcando uma troca estratégica de ativos físicos por liquidez via cotas do IRDM11. O fundo reduziu sua exposição no edifício corporativo de 12,9% para cerca de 8% do patrimônio líquido, transacionando a R$ 22 mil por metro quadrado. Essa manobra refletiu diretamente nos indicadores de valuation: a cota de mercado avançou de R$ 8,26 para R$ 8,68, comprimindo o dividend yield anualizado para 12,72% e elevando o múltiplo P/VP para 0,87x. Consequentemente, o 'duplo desconto' da carteira recuou expressivamente de 39,1% para 26,1%. O patrimônio líquido total cresceu para R$ 2,106 bilhões, enquanto o nível de caixa foi otimizado, caindo de 12,2% para 10,3%. O pagamento de dividendos permaneceu estável em R$ 0,092 por cota, suportado por um resultado gerado de R$ 0,094 no período, evidenciando a tese da gestão de focar em FFO imediato e arbitragem no mercado de fundos imobiliários.
Relatório de 2025-09-30
A geração de resultados não-recorrentes com operações de CRIs impulsionou o lucro líquido do **BTHF11** para R$ 21,09 milhões (R$ 0,102 por cota), superando o pagamento de dividendos mantido em R$ 0,092 por cota. O patrimônio líquido recuou para R$ 2,065 bilhões, ajustando a cota patrimonial para R$ 10,03, enquanto o múltiplo P/VP permaneceu estável em 0,82x. A gestão manteve a postura de reciclagem, realizando R$ 12 milhões em vendas de ativos (FIIs), totalizando R$ 429 milhões em desinvestimentos desde a fusão com o BCFF11. Na alocação estrutural, a exposição a CRIs subiu levemente para 17,4%, com o indexador IPCA avançando para 47,3% da carteira de crédito, em detrimento do CDI que recuou para 50,7%. O nível de caixa ajustou-se para 12,2%. O dividend yield anualizado a mercado apresentou leve alta para 13,37%, refletindo a cotação de fechamento a R$ 8,26. O fundo negocia com um 'duplo desconto' estimado em 39,1% ao considerar o valuation dos FIIs investidos, evidenciando a discrepância entre o valor de mercado e os fundamentos do portfólio.
Relatório de 2025-09-01
A injeção de R$ 70 milhões provenientes da venda de ativos menos líquidos impulsionou a reciclagem da carteira do **BTHF11**, permitindo a alocação estratégica em novos títulos de crédito estruturado. O lucro líquido recuou para R$ 19,33 milhões (R$ 0,094 por cota), mas o pagamento de dividendos foi mantido em R$ 0,092 por cota. O patrimônio líquido avançou para R$ 2,106 bilhões, enquanto a cota patrimonial ajustou-se para R$ 10,11, comprimindo o múltiplo P/VP para 0,82. A posição de caixa subiu para 12,85%, refletindo a postura tática da gestão para aproveitar o carrego de juros. No portfólio de crédito, a exposição a CRIs cresceu para 16,87%, impulsionada pela integralização do CRI Logístico e aquisição do CRI Souza Cruz. A fatia atrelada ao IPCA caiu para 44,80%, com o CDI assumindo a liderança com 52,90%. O dividend yield anualizado a mercado saltou para 13,35%, refletindo a queda na cotação a mercado (R$ 8,27) e a manutenção dos rendimentos mensais.
Relatório de 2025-07-31
A expansão do lucro líquido para R$ 21,66 milhões (R$ 0,105 por cota) marcou o encerramento do semestre do **BTHF11**, permitindo a manutenção do pagamento de dividendos em R$ 0,092 por cota e gerando um excedente de resultado frente ao mês anterior. O patrimônio líquido do fundo avançou para R$ 2,096 bilhões, elevando a cota patrimonial para R$ 10,18 e ajustando o valuation com o múltiplo P/VP para 0,86. A gestão deu continuidade à estratégia de reciclagem da carteira, realizando a venda de ativos no mercado secundário de FIIs que injetou mais de R$ 15 milhões no caixa, o qual recuou levemente para 12,32% da alocação total. No portfólio de crédito, a exposição ao IPCA apresentou nova retração marginal para 48,22%, enquanto a fatia de CRIs estabilizou em 14,57%, impactada pela liquidação total da operação Patriani II (S1 a S8). O dividend yield anualizado ajustou-se para 12,57%, refletindo a dinâmica de reprecificação na bolsa e a postura tática defensiva adotada para proteger o capital dos cotistas diante da volatilidade recente.
Relatório de 2025-06-30
A contínua valorização da cota a mercado elevou o múltiplo P/VP do **BTHF11** para 0,85, acompanhada por um crescimento do patrimônio líquido para R$ 2,093 bilhões e da cota patrimonial para R$ 10,16. O lucro líquido mensal registrou nova expansão, atingindo R$ 20,01 milhões (R$ 0,097 por cota), o que gerou um excedente frente ao pagamento de dividendos mantido em R$ 0,092 por cota. A gestão manteve a estratégia de reciclagem de portfólio, acumulando cerca de R$ 50 milhões em vendas de ativos no mercado secundário nos últimos dois meses. Esse movimento tático elevou a posição de caixa para 13,09%, conferindo liquidez para novas origens de crédito estruturado. Na alocação de recebíveis, a exposição ao IPCA aprofundou sua queda para 48,52%, enquanto a fatia total de CRIs recuou para 14,61%. O dividend yield anualizado ajustou-se para 12,72%, refletindo a reprecificação positiva dos ativos na bolsa e o carrego atual da carteira.
Relatório de 2025-05-30
A efetivação da entrada no IFIX impulsionou o fluxo comprador no mercado secundário, reduzindo o desconto da cota do **BTHF11** e elevando o indicador de valuation P/VP de 0,75 para 0,81. O patrimônio líquido registrou leve expansão para R$ 2,086 bilhões, embora a cota patrimonial tenha recuado marginalmente para R$ 10,14. No aspecto financeiro, o lucro líquido mensal apresentou forte recuperação, saltando para R$ 19,09 milhões (R$ 0,093 por cota), o que permitiu cobrir integralmente o pagamento de dividendos mantido em R$ 0,092 por cota, sem o descasamento visto no mês anterior. A gestão aproveitou o ciclo de alta para realizar a venda de ativos em posições secundárias, elevando o caixa para 10,90% da carteira para focar em novas origens de crédito. Na alocação de recebíveis, a exposição ao IPCA continuou sua trajetória de queda, passando de 58,81% para 51,47%, enquanto a fatia total de CRIs permaneceu estável em 15,59%, marcada pela liquidação total da operação Patriani II (S1 a S8). O dividend yield anualizado ajustou-se para 13,50%, refletindo a valorização da cota a mercado e o carrego atual do portfólio.
Relatório de 2025-04-30
A confirmação da entrada do **BTHF11** na prévia da carteira teórica do IFIX, com efetivação prevista para maio de 2025, marca o principal vetor de mudança institucional deste ciclo, impulsionando a demanda indireta por cotas via fundos passivos. No aspecto financeiro, o patrimônio líquido manteve a trajetória de expansão observada no mês anterior, atingindo R$ 2,079 bilhões, reflexo direto da valorização da cota patrimonial que saltou de R$ 9,89 para R$ 10,16. Apesar do crescimento patrimonial e da manutenção do pagamento de dividendos em R$ 0,092 por cota, o lucro líquido mensal recuou para R$ 17,48 milhões (R$ 0,085 por cota). Esse descasamento exigiu o uso de lucros não recorrentes na linha de CRIs para sustentar os rendimentos mensais, ajustando o dividend yield anualizado para 14,49%. Na alocação de portfólio, a exposição ao setor de crédito estruturado (CRIs) continuou em queda, passando de 19,90% para 15,68%, acompanhada pela redução do peso do indexador IPCA, que agora representa 58,81% da carteira de recebíveis. Essa desidratação na renda fixa evidencia uma reciclagem ativa e a venda de ativos, culminando na liquidação total de operações como o CRI Patriani III. O desconto no mercado secundário estabilizou-se, com o indicador P/VP marcando 0,75, precificando os atuais riscos de mercado e o carrego dos ativos subjacentes.
Relatório de 2025-03-31
A normalização no pagamento de dividendos marcou o mês de março para o **BTHF11**, com a distribuição retornando ao patamar de R$ 0,092 por cota após o pico extraordinário do mês anterior. Esse ajuste reflete um dividend yield anualizado de 15,00%, frente aos 16,40% registrados em fevereiro. O patrimônio líquido do fundo apresentou leve expansão, alcançando R$ 2,061 bilhões, impulsionado pela valorização da cota patrimonial que subiu para R$ 9,89. Consequentemente, o deságio no mercado secundário recuou de 27,8% para 25,5%. Na alocação da carteira, observou-se uma redução na exposição a CRIs, que passou de 22,64% para 19,90%, influenciada pela liquidação de ativos como o CRI Patriani III. Em contrapartida, o peso do indexador IPCA dentro do portfólio de crédito avançou para 66,82%. O lucro líquido mensal recuou para R$ 19,29 milhões (R$ 0,094/cota), sustentado em parte pela venda de ativos táticos, evidenciando a gestão ativa na reciclagem de posições para manter a atratividade dos rendimentos mensais em meio aos riscos de mercado.