Relatório de 2026-04-30
O expressivo aumento no pagamento de dividendos para R$ 0,90 por cota e a aceleração da desalavancagem financeira marcaram o desempenho do **RBRR11** em abril de 2026. O fundo imobiliário registrou um resultado distribuível robusto de R$ 1,01 por cota, impulsionado pelo resgate antecipado do CRI HDEL e pela venda estratégica de ativos da carteira (CRIs Cone Refri, CB I Meza, Plano e Plano e Wimo), totalizando R$ 28 milhões em desinvestimentos. Esse desempenho operacional permitiu elevar a reserva acumulada para R$ 0,31 por cota (ante R$ 0,20 no mês anterior). No front de passivos, a alavancagem via compromissadas reversas recuou drasticamente de 7,7% para 3,5% do patrimônio líquido (saldo de R$ 53 milhões), com o objetivo de zerar essa exposição até o fim do semestre. No entanto, sob a ótica de valuation, o valor de mercado recuou para R$ 83,63 por cota, ampliando o deságio frente ao valor patrimonial (R$ 93,63) para um P/VP de 0,89x, o que pode atrair investidores focados em ganho de capital.
Relatório de 2026-03-31
O avanço no processo de desalavancagem e o resgate antecipado do CRI Tellus Brigadeiro ditaram a dinâmica operacional do **RBRR11** neste mês. A gestão reduziu a exposição em compromissadas reversas de 10,6% para 7,7% do patrimônio líquido (saldo de R$ 117 milhões), otimizando as despesas financeiras com um impacto positivo de R$ 0,10/cota no resultado. O pagamento de dividendos foi mantido em R$ 0,70 por cota, enquanto o resultado distribuível alcançou R$ 0,73, permitindo a recomposição da reserva acumulada de R$ 0,17 para R$ 0,20/cota. Esse carrego ocorreu a despeito dos prejuízos contábeis gerados na venda de ativos e amortizações, especificamente o impacto de R$ 0,02/cota no resgate do Tellus Brigadeiro e R$ 0,05/cota na redução da posição do CRI Pátio Malzoni. Sob a ótica de valuation, o fundo sofreu marcação negativa: o valor patrimonial recuou para R$ 92,75/cota (ante R$ 93,33) e o valor de mercado caiu para R$ 85,48, ampliando o deságio para 8% (P/VP de 0,92). A carteira encerrou o período com 111 operações, mantendo o foco na tese High Grade com taxa média de IPCA + 9,4% a.a., enquanto a gestora avança nos estudos para uma eventual consolidação com outros fundos da casa (PCIP, VCJR e RPRI) visando ganho de escala e liquidez.
Relatório de 2026-02-27
A consolidação da gestão pelo Patria Investimentos trouxe ajustes imediatos ao portfólio do **RBRR11**, marcados pelo reconhecimento de um prejuízo contábil herdado e pela sinalização de uma futura fusão de fundos high grade. O pagamento de dividendos recuou de R$ 0,80 para R$ 0,70 por cota, pressionado por uma receita extraordinária negativa de R$ 0,11/cota oriunda da venda com ajuste no CRI Plano & Plano, reflexo de uma falha de cadastro da gestão anterior. Consequentemente, a reserva de lucros caiu de R$ 0,27 para R$ 0,17 por cota. Sob a ótica de valuation, o valor patrimonial subiu para R$ 93,33/cota (ante R$ 92,79 do mês anterior), enquanto o mercado secundário acompanhou a alta, precificando o ativo a R$ 90,25 e mantendo o P/VP estável em 0,97. A carteira agora reporta 110 operações de crédito (ante 54), com o LTV médio ponderado subindo levemente para 50%. A alavancagem via compromissadas representa 10,6% do PL (cerca de R$ 161 milhões), mas a nova gestão já declarou como diretriz a redução desse passivo. Estrategicamente, o Patria estuda a consolidação do fundo com outros veículos (PCIP, VCJR e RPRI) para otimizar custos e elevar a liquidez das cotas, movimento que dependerá de aprovação em Assembleia Geral Extraordinária.
Relatório de 2026-02-27
A redução nos rendimentos mensais para R$ 0,70 por cota e a inclusão de ativos em estresse na watchlist ditaram o tom do primeiro mês sob a gestão definitiva do Patria. O dividendo do **RBRR11** caiu em relação aos R$ 0,80 da linha de base, pressionado diretamente por um prejuízo extraordinário de R$ 0,11/cota na venda do CRI Plano & Plano, originado por uma falha de cadastro. Consequentemente, a reserva de lucros recuou de R$ 0,27 para R$ 0,17/cota. Sob a ótica de valuation, o valor patrimonial subiu para R$ 93,33/cota, enquanto o valor de mercado avançou para R$ 90,25, estreitando o deságio para 3% (P/VP de 0,97). A carteira reporta 110 operações com LTV médio ponderado de 50% (ante 49% no mês anterior). A alavancagem via compromissadas representa 10,6% do PL, e a nova gestão já sinalizou foco estratégico na redução desse passivo, além de estudar uma potencial consolidação com outros fundos da casa para otimização de custos e aumento de liquidez.
Relatório de 2026-02-03
Conclusão da aquisição da RBR Gestão pela Patria Investimentos altera denominação e nome de pregão do fundo **RBRR11**. A BTG Pactual, na qualidade de administradora, comunicou a conclusão da transação pela qual a RBR Gestão de Recursos Ltda. passa a ser controlada pelo Patria Investimentos Ltda., alterando sua denominação social para Patria Gestão de Recursos Ltda. Como consequência direta, o fundo **RBRR11** passará a se chamar 'Patria Rendimento High Grade' e seu nome de pregão será alterado para 'FII RBRR PAX' a partir de 9 de fevereiro de 2026, mantendo o mesmo código de negociação.
Relatório de 2026-01-30
A transferência oficial da gestão para o Patria Investimentos marca o encerramento de um ciclo histórico e o principal evento estrutural deste mês. Operacionalmente, a carteira do **RBRR11** encolheu de 56 para 54 operações de crédito, mantendo a adimplência integral e registrando uma leve melhora no LTV médio, que recuou para 49%. O pagamento de dividendos permaneceu estável em R$ 0,80 por cota, suportado por uma expressiva recomposição na reserva de lucros, que saltou de R$ 0,09 para R$ 0,27 por cota, enquanto o saldo de inflação acumulada continuou em R$ 0,78 por cota. Sob a ótica de valuation, o patrimônio líquido sofreu um ajuste negativo para R$ 92,79 por cota. Contudo, o mercado secundário precificou o ativo em alta (R$ 89,86), comprimindo o deságio patrimonial para 4,07%. O carrego do portfólio sentiu o peso da defasagem de dois meses do indexador, absorvendo a baixa inflação de novembro (0,18%), embora os repasses de dezembro e janeiro (ambos em 0,33%) já contratualizem um alívio para os rendimentos mensais futuros. A alavancagem via compromissadas reversas manteve-se inalterada em R$ 158 milhões (10,4% do PL).
Relatório de 2026-01-14
A administradora do **RBRR11** anunciou a conclusão do leilão de cotas relativo ao encerramento do FII RBR PULV, processo que resultou na entrega de cotas do **RBRR11** a um valor aproximado de liquidação de R$ 88,108635 por cota. O valor líquido total da operação somou R$ 35.637,74.
A partir desta liquidação, os cotistas do **RBRR11** que possuíam frações de cotas elegíveis terão direito ao recebimento de reembolso proporcional ao montante de suas frações. O respectivo pagamento financeiro está programado para ocorrer em 16 de janeiro de 2026, calculado de acordo com a quantidade fracionária individual multiplicada pelo valor unitário estabelecido.
Relatório de 2025-12-31
O investimento primário de R$ 20 milhões no CRI Windsock marcou a movimentação do portfólio, que encerrou o ano com 56 operações e manteve o pagamento de dividendos estável em R$ 0,80 por cota. Em comparação ao mês anterior, o **RBRR11** apresentou um consumo expressivo de sua liquidez retida: a reserva de lucros caiu de R$ 0,29 para R$ 0,09 por cota, e o saldo de inflação acumulada recuou levemente para R$ 0,78 por cota. Essa pressão no caixa foi influenciada pela defasagem de dois meses do indexador, refletindo a baixa inflação de outubro (0,09%). Sob a ótica de valuation, o patrimônio líquido por cota teve um ajuste marginal positivo para R$ 93,61. No mercado secundário, a cotação reagiu de R$ 84,57 para R$ 87,57, o que reduziu o deságio do fundo para 6,45%. A estrutura de garantias permaneceu robusta, com LTV médio de 50% e adimplência integral, enquanto as operações compromissadas reversas alcançaram R$ 158 milhões, representando 10,4% do PL.
Relatório de 2025-12-11
Pátria Investimentos anuncia acordo para aquisição da totalidade das quotas da RBR Gestão de Recursos, atual gestora do fundo **RBRR11**.
A transação, celebrada em 10 de dezembro de 2025, está sujeita ao cumprimento de condições suspensivas habituais. Após a conclusão definitiva do negócio, a gestão do **RBRR11** passará a ser integrada ao time de Real Estate do Pátria, sob a liderança de Rodrigo Abbud, sem qualquer alteração imediata anunciada na carteira ou no pagamento de dividendos.
Relatório de 2025-11-28
A conclusão da integração dos ativos do PULV11 injetou 13 novos CRIs no portfólio do **RBRR11**, totalizando R$ 84,8 milhões em novas alocações e expandindo a carteira para 57 operações. Esse movimento estrutural, somado ao repasse do IPCA positivo de setembro (0,48%), permitiu a recuperação no pagamento de dividendos, que retornaram ao patamar de R$ 0,80 por cota em novembro, revertendo a queda observada no mês anterior. A gestão de liquidez também apresentou melhora, com a reserva de lucros avançando de R$ 0,22 para R$ 0,29 por cota, enquanto o saldo de inflação acumulada permaneceu estável em R$ 0,82. Sob a ótica de valuation, o valor patrimonial registrou leve alta, passando para R$ 93,54, mantendo a cota a mercado estagnada em R$ 84,57, o que perpetua um deságio próximo a 9,88%. O LTV médio da carteira sofreu um ajuste marginal para 50%, com a adimplência preservada em 100%, mesmo após o pré-pagamento integral de R$ 4,3 milhões referente ao CRI Lindeberg.
Relatório de 2025-10-31
A deflação do IPCA de agosto (-0,11%) materializou a pressão sobre os rendimentos mensais do **RBRR11**, resultando em um recuo na distribuição de dividendos para R$ 0,70 por cota em outubro, frente aos R$ 0,80 do mês anterior. O impacto deflacionário também consumiu parte do colchão de liquidez, reduzindo a reserva de lucros de R$ 0,30 para R$ 0,22 por cota e o saldo de inflação acumulada de R$ 1,35 para R$ 0,82. No aspecto societário, a incorporação do PULV11 avançou para sua conclusão, com a liquidação e entrega das cotas aos investidores ao preço de aquisição de R$ 84,83. A carteira de crédito expandiu para 51 operações após o aporte de R$ 5 milhões no CRI Creditas II Senior (IPCA + 8,51% a.a.), mantendo o LTV médio estabilizado em 49% e a adimplência intacta em 100%. Sob a ótica de valuation, observou-se um descasamento: o valor patrimonial avançou para R$ 92,66, enquanto a cota a mercado sofreu desvalorização, recuando para R$ 84,57, ampliando o deságio do portfólio. A gestão tática de caixa ajustou levemente as operações compromissadas para 11,3% do patrimônio líquido.
Relatório de 2025-10-21
A administradora e a gestora do **RBRR11** aprovaram a realização da 9ª emissão de cotas do fundo, estruturada sob o rito de registro automático de distribuição em conformidade com a Resolução CVM 160. A medida visa a captação de novos recursos para aplicação de acordo com a política de investimentos regulamentar do fundo, viabilizando o crescimento e a diversificação de seu portfólio.
O montante inicial da oferta do **RBRR11** é de R$ 224.999.892,00, correspondente a até 2.445.651 novas cotas com preço de emissão individual fixado em R$ 92,00. Acrescida a taxa de distribuição primária de R$ 0,17 por cota, o preço final de subscrição é de R$ 92,17. A oferta destina-se exclusivamente a investidores profissionais, sendo assegurado o direito de preferência aos atuais cotistas do fundo.
Relatório de 2025-09-30
A aprovação da incorporação total dos ativos do fundo PULV11 marcou o mês de setembro para o **RBRR11**, evento societário que resultará na emissão de novas cotas aos investidores do fundo absorvido, mantendo o perfil de risco atrelado às garantias existentes. No âmbito dos rendimentos mensais, o pagamento de dividendos recuou de R$ 0,85 para R$ 0,80 por cota, refletindo o repasse do IPCA de julho (0,26%) devido à defasagem de dois meses na correção monetária da carteira. O portfólio manteve-se com 50 operações de crédito, mas o LTV médio subiu levemente de 48% para 49%. A gestão realizou um novo aporte de R$ 0,9 milhão no CRI Carteira MRV IV (Série III) com taxa de IPCA + 12,40% a.a., além de alocar R$ 6,2 milhões em compras de posições já existentes. Sob a ótica de valuation, o valor patrimonial recuou de R$ 92,27 para R$ 92,00, enquanto a cota a mercado ficou estável em R$ 87,51. A saúde de crédito segue intacta com 100% de adimplência. O fundo preservou sua reserva de lucros em R$ 0,30 por cota e o saldo de inflação acumulada ainda não distribuída em R$ 1,35 por cota, o que será crucial para mitigar o impacto da deflação de agosto (-0,11%) nos resultados a serem apurados em outubro. Adicionalmente, o fundo aloca 11,5% do seu patrimônio líquido em operações compromissadas para gestão de caixa.
Relatório de 2025-08-31
A redução no pagamento de dividendos para R$ 0,85 por cota refletiu o repasse do IPCA de junho (0,24%), evidenciando a dinâmica de defasagem de dois meses na correção monetária do **RBRR11**. Em comparação ao mês anterior, o portfólio passou por uma leve contração no número de operações, caindo de 52 para 50 CRIs, resultado de R$ 53 milhões em venda de ativos e um novo aporte primário de R$ 47 milhões no CRI Creditas II Sênior. Sob a ótica de valuation, a cota a mercado recuou marginalmente para R$ 87,50, enquanto o valor patrimônio avançou para R$ 92,27, ampliando o deságio. A saúde de crédito manteve-se robusta com 100% de adimplência, embora o LTV médio tenha oscilado levemente de 47% para 48%. O fundo preservou seu balanço defensivo, mantendo a reserva de lucros em R$ 0,30 por cota e o saldo de inflação acumulada ainda não distribuída em R$ 1,35 por cota, mitigando riscos de curto prazo frente à deflação de agosto (-0,11%) que impactará os rendimentos mensais de outubro.
Relatório de 2025-07-31
A alocação de R$ 147 milhões em nove novos ativos marcou a expansão do portfólio do **RBRR11** em julho de 2025, elevando o número de CRIs na carteira de 44 para 52. O pagamento de dividendos recuou para R$ 0,95 por cota, refletindo a desaceleração do IPCA de maio (0,26%), que impacta os rendimentos mensais devido à defasagem de dois meses do fundo. Sob a ótica de valuation, a cota a mercado ajustou para R$ 87,84, enquanto o valor patrimonial recuou para R$ 91,47. A saúde de crédito apresentou melhora significativa no LTV médio, que caiu de 52% no mês anterior para 47%, mantendo 100% de adimplência nas operações. O fundo fortaleceu seu balanço, ampliando a reserva de lucros de R$ 0,21 para R$ 0,30 por cota e o saldo de inflação acumulada ainda não distribuída de R$ 1,00 para R$ 1,35 por cota. Adicionalmente, a gestão precisou atuar no monitoramento da exposição à securitizadora Virgo (15% do PL), atestando a normalidade e o pagamento em dia de todas as obrigações atreladas a essa contraparte.
Relatório de 2025-06-30
O pré-pagamento integral do CRI GE Barueri e a recomposição do carrego inflacionário impulsionaram o pagamento de dividendos do **RBRR11** em junho de 2025. A distribuição subiu para R$ 1,00 por cota, refletindo o IPCA de abril (0,43%) devido à defasagem de dois meses do fundo. O mês foi marcado pela liquidação antecipada da operação GE Barueri, que injetou R$ 16,6 milhões no caixa (1,2% do patrimônio líquido) e reduziu o número de CRIs na carteira para 44. Sob a ótica de valuation, a cota a mercado avançou para R$ 88,96, estreitando o deságio frente ao valor patrimonial (R$ 92,82) para 4,16%. A saúde de crédito segue robusta, com 100% das operações adimplentes e uma leve melhora no LTV médio, que passou de 53% para 52%. O fundo encerrou o período com uma reserva de lucros de R$ 0,21 por cota e um saldo de inflação acumulada ainda não distribuída de R$ 1,00 por cota, garantindo previsibilidade para os próximos rendimentos mensais, mesmo diante da perspectiva de índices deflacionários nos meses subsequentes.
Relatório de 2025-05-31
A desaceleração da inflação repassada aos rendimentos mensais e a movimentação tática de vendas ditaram o ritmo do **RBRR11** em maio de 2025. O pagamento de dividendos recuou para R$ 0,90 por cota, refletindo a defasagem de dois meses que capturou o IPCA de março (0,56%), inferior ao índice que havia impulsionado o mês anterior. No front de alocação, o fundo reduziu o ímpeto de compras, investindo apenas R$ 1,5 milhão em tranches adicionais dos CRIs Cury, FGR e Lindenberg, enquanto executou R$ 10 milhões em venda de ativos. Para os investidores que analisam se o ativo vale a pena sob a ótica de valuation, a cota a mercado apresentou recuperação, subindo para R$ 87,97 e estreitando o deságio frente ao valor patrimonial (R$ 92,35) para 4,74%. A saúde da carteira permanece intacta, com 100% das operações em dia e LTV médio estabilizado em 53%. Vale destacar a recomposição do carrego inflacionário: embora a reserva de lucros imediata tenha ficado ligeiramente negativa (R$ -0,01/cota), o resultado acumulado pela inflação ainda não distribuído saltou expressivamente para R$ 1,29 por cota, reforçando o potencial de distribuições futuras.
Relatório de 2025-04-30
A alocação de R$ 28,7 milhões no mercado primário ditou a expansão do portfólio do **RBRR11** em abril de 2025, que passou a contar com 45 operações de crédito. Diferente do volume expressivo de R$ 109 milhões do mês anterior, o ritmo de aquisições foi mais cadenciado, focando nos CRIs CB I Sênior e Cabreúva Série II. O pagamento de dividendos permaneceu estável em R$ 0,95 por cota, impulsionado pelo repasse do IPCA de fevereiro (1,31%) devido à defasagem de dois meses na indexação. Contudo, a sustentação desses rendimentos mensais exigiu nova redução no colchão de liquidez: a reserva de lucros caiu para R$ 0,05 por cota e a inflação acumulada recuou de R$ 0,51 para R$ 0,34 por cota. Para os investidores que avaliam o valuation e pesquisam se o ativo vale a pena, o deságio da cota a mercado (R$ 84,70) frente ao valor patrimonial (R$ 92,20) ampliou-se para 8,13%, indicando uma reabertura no gap de precificação. A carteira mantém inadimplência zerada e indexação de 97% ao IPCA, com garantias robustas refletidas em um LTV médio de 53%.
Relatório de 2025-03-31
A alocação expressiva de R$ 109 milhões no mercado primário marcou a dinâmica do **RBRR11** em março de 2025, superando substancialmente os R$ 28 milhões investidos no mês anterior. O montante foi distribuído entre os CRIs Creditas II Senior, Cury e FGR, elevando o portfólio para 43 operações. Na ponta vendedora, a gestão realizou a venda de ativos com a alienação do CRI BTG Malls por R$ 9 milhões. O pagamento de dividendos foi mantido em R$ 0,95 por cota, mesmo com o impacto negativo do baixo IPCA de janeiro (0,16%), que refletiu nos rendimentos mensais devido à defasagem de dois meses nos repasses. Para sustentar esse patamar de distribuição, o fundo consumiu parte de sua reserva de caixa, que caiu de R$ 0,14 para R$ 0,08 por cota, embora mantenha R$ 0,51 por cota em inflação acumulada. Para investidores que analisam o valuation e pesquisam se o ativo vale a pena, o deságio da cota a mercado (R$ 84,70) frente à cota patrimonial (R$ 90,44) reduziu significativamente para 6,35%, indicando um fechamento no gap de precificação em relação aos 11,91% do mês anterior. A carteira segue com inadimplência zerada e indexação concentrada em 97% ao IPCA.