Relatório de 2026-03-31
A compressão no resultado de caixa gerado, que recuou drasticamente de R$ 0,114 para R$ 0,034 por cota, ditou o ritmo do **BIME11** em março de 2026, culminando em uma nova redução nos rendimentos mensais distribuídos para R$ 0,060 por cota. O patrimônio líquido do fundo apresentou leve retração, fechando em R$ 49,5 milhões. Na alocação do portfólio, a exposição à estratégia de crédito estruturado (CRIs) continuou sua trajetória de queda, passando de 40,7% no mês anterior para 37,9%, enquanto a fatia em cotas de FIIs subiu para 43,2%. Apesar da menor alocação em CRIs, a taxa média ponderada da carteira atrelada à inflação deu um salto expressivo, passando de IPCA + 8,64% a.a. para IPCA + 11,87% a.a., mantendo a duration curta de 1,2 ano. Durante o mês, o fundo realizou uma nova chamada de capital no FII Brio Real Estate V (BIPE11) no montante de R$ 496 mil, reforçando a tese de permutas. A gestão aponta que o carrego e o valuation atual entregam um dividend yield anualizado de 11,6% sobre a cota de mercado, mas mantém uma postura conservadora para os próximos pagamentos de dividendos devido ao período de maturação (ramp up) dos ativos multifamily.
Relatório de 2026-02-28
A redução no patamar de distribuição marcou o mês de fevereiro para o **BIME11**, com os rendimentos mensais recuando de R$ 0,080 para R$ 0,070 por cota, alinhando-se ao guidance conservador da gestão após o consumo integral das reservas em janeiro. Em contrapartida, o resultado de caixa gerado apresentou forte recuperação, saltando de R$ 0,062 para R$ 0,114 por cota, impulsionado pelo recebimento de R$ 50 mil referentes ao prêmio de pré-pagamento do CRI Açaí. O patrimônio líquido registrou leve avanço, atingindo R$ 49,6 milhões. Na alocação do portfólio, a exposição em crédito estruturado caiu de 47,2% para 40,7%, enquanto as cotas de FIIs permaneceram estáveis em 41,7%. A rentabilidade ponderada da carteira de CRIs ajustou-se para IPCA + 8,64% a.a. e CDI + 3,50% a.a., mantendo a duration curta de 1,2 ano. A gestão reitera que o processo de ramp up das operações de multifamily dos ativos Aurora e Sampa exige cautela, projetando a manutenção do pagamento de dividendos na faixa de R$ 0,060 a R$ 0,070 no curto prazo. O valuation atual reflete um dividend yield anualizado de 13,1% sobre a cota de mercado.
Relatório de 2026-01-31
O consumo integral da reserva acumulada marcou o mês de janeiro para o **BIME11**, que manteve o pagamento de dividendos em R$ 0,080 por cota, apesar do recuo expressivo no resultado de caixa gerado, que caiu de R$ 0,094 para R$ 0,062 por cota. O patrimônio líquido apresentou leve retração no período, passando de R$ 49,7 milhões para R$ 49,5 milhões. A rentabilidade da carteira de CRIs teve um ajuste marginal positivo, alcançando IPCA + 11,74% ao ano, mantendo o perfil de curto prazo com duration de 1,2 ano. A alocação do portfólio sofreu pequenas variações de carrego, com a exposição em crédito estruturado subindo para 47,2% e as cotas de FIIs recuando para 41,7%. Como evento subsequente, a gestão destacou o pré-pagamento do CRI Açaí, que injetará R$ 0,009 por cota de fee no resultado distribuível de fevereiro. Contudo, com as reservas zeradas e a continuidade do processo de reestruturação dos CRIs Essência, Aurora e Sampa, a gestão reitera o guidance conservador para os rendimentos mensais, projetando distribuições entre R$ 0,060 e R$ 0,070 no curto prazo. O valuation atual aponta um dividend yield anualizado de 15,7% sobre a cota de mercado.
Relatório de 2025-12-31
O salto expressivo no resultado de caixa marcou o fechamento do ano para o **BIME11**, que registrou R$ 0,094 por cota em dezembro, permitindo uma elevação no pagamento de dividendos para R$ 0,080 por cota. Esse movimento representa uma forte recuperação frente ao patamar de R$ 0,060 praticado no mês anterior, impulsionando a recomposição da reserva acumulada, que saltou de R$ 0,003 para R$ 0,017 por cota. O patrimônio líquido manteve-se praticamente estável, encerrando o período em R$ 49,7 milhões. A rentabilidade da carteira de CRIs apresentou leve ajuste positivo, passando para IPCA + 11,71% ao ano, mantendo a duration curta de 1,2 ano. Apesar da melhora pontual nos rendimentos mensais, a gestão sinaliza cautela para o curto prazo: o processo de reestruturação dos ativos Essência, Aurora e Sampa, atrelado à expectativa de menor inflação, fundamenta um guidance conservador de distribuição entre R$ 0,060 e R$ 0,070 para os próximos meses. O valuation atual reflete um dividend yield anualizado de 16,9% sobre a cota de mercado, evidenciando o carrego de um portfólio focado em crédito estruturado (45,5%) e cotas de FIIs (42,1%).
Relatório de 2025-11-30
A consolidação dos ativos Aurora e Sampa via cotas do Brio Multifamily FII marcou a reestruturação de crédito do **BIME11** neste mês, impactando diretamente o patamar de distribuição. O fundo reduziu o pagamento de dividendos para R$ 0,060 por cota, alinhando-se à banda inferior do guidance projetado pela gestão. Esse movimento reflete a queda no resultado gerado, que recuou para R$ 0,035 por cota, e a quase exaustão da reserva acumulada, agora em R$ 0,003 por cota. Em contrapartida, a taxa média ponderada da carteira de CRIs apresentou nova elevação, alcançando IPCA + 11,70% ao ano e CDI + 3,50% ao ano, com a duration se alongando para 1,2 ano. O patrimônio líquido registrou leve alta para R$ 49,6 milhões, enquanto a liquidez em caixa subiu marginalmente para 0,6%. O carrego atual e o valuation refletem um dividend yield anualizado de 12,6% sobre a cota de mercado, evidenciando o esforço de estabilização operacional após o recebimento de cotas em dação em pagamento para amortizar cerca de 90% do saldo devedor dos CRIs problemáticos.
Relatório de 2025-10-31
A integralização adicional no CRI Açaí e a compressão das reservas de lucro ditaram o ritmo do **BIME11** neste mês, evidenciando um cenário de transição operacional. O resultado gerado recuou expressivamente para R$ 0,043 por cota (ante R$ 0,122 no mês anterior), exigindo o consumo da reserva acumulada, que caiu pela metade novamente, atingindo R$ 0,025 por cota. Apesar disso, o pagamento de dividendos foi mantido em R$ 0,070 por cota. A taxa média ponderada da carteira de CRIs apresentou forte recuperação, saltando de IPCA + 9,30% para IPCA + 10,63% ao ano, mantendo a duration curta de 0,5 ano. O patrimônio líquido sofreu leve ajuste negativo para R$ 49,4 milhões, e a liquidez em caixa foi praticamente zerada (0,0%). A gestão sinalizou cautela quanto aos rendimentos mensais futuros, projetando uma banda de R$ 0,060 a R$ 0,070 por cota, reflexo direto do prolongado processo de reestruturação dos CRIs Essência, Aurora e Sampa, somado à expectativa de menor inflação à frente.
Relatório de 2025-09-30
A integralização de R$ 3,0 milhões no novo CRI Conx Evo marcou a principal movimentação do **BIME11** neste mês, introduzindo o indexador CDI (CDI + 3,50% a.a.) na carteira e gerando um prêmio de estruturação de R$ 75 mil que impactará positivamente os resultados de outubro. O fundo apresentou uma forte evolução no resultado gerado, saltando para R$ 0,122 por cota, enquanto o pagamento de dividendos foi ajustado para R$ 0,070 por cota, alinhando-se ao guidance conservador previamente estabelecido pela gestão. A taxa média ponderada da carteira de CRIs recuou para IPCA + 9,30% a.a. (ante 10,6% a.a. no mês anterior), com a duration subindo levemente para 0,5 ano. O patrimônio líquido sofreu leve retração, fechando em R$ 49,6 milhões, e a liquidez em caixa foi comprimida para 1,4%. A reserva acumulada caiu pela metade, passando de R$ 0,108 para R$ 0,052 por cota. O processo de reestruturação dos CRIs Essência, Aurora e Sampa segue em curso, demandando tempo para estabilização operacional, o que justifica a manutenção da cautela nas projeções de rendimentos mensais.
Relatório de 2025-08-31
A reestruturação dos CRIs Essência, Aurora e Sampa redefiniu a dinâmica operacional do **BIME11** neste mês, exigindo a consolidação da propriedade dos imóveis residenciais para amortização de aproximadamente 90% do saldo devedor. Essa conversão de dívida para equity (operação de multifamily em parceria com a Greystar) foi motivada pelo aumento nos custos de obra, que inviabilizou as vendas aos preços de 2022. Como reflexo direto do tempo necessário para estabilização desses ativos, a gestão revisou o guidance de pagamento de dividendos para a faixa de R$ 0,060 a R$ 0,070 por cota nos próximos meses. Em paralelo, o fundo resolveu o carrego subótimo do mês anterior ao reduzir drasticamente a liquidez em caixa de 16,5% para 2,8%, alocando recursos nos CRIs SWA Patriarca, Açaí, Jacarezinho e C290. Esse movimento elevou a taxa média da carteira para IPCA + 10,6% a.a., com duration de 0,4 ano. O resultado gerado recuou para R$ 0,068 por cota, e os rendimentos mensais distribuídos foram de R$ 0,080 por cota, consumindo parte da reserva acumulada, que agora se encontra em R$ 0,108 por cota. O patrimônio líquido do veículo alcançou R$ 50,0 milhões, refletindo os ajustes de valuation e as novas movimentações.
Relatório de 2025-07-31
A liquidação total da exposição em CRIs High Grade e o encurtamento da duration para 0,5 ano marcaram a dinâmica do **BIME11** em julho de 2025. O fundo concluiu a venda definitiva do CRI HBR (R$ 1,1 milhão), zerando sua alocação no segmento de menor risco e consolidando a transição para operações estruturadas, que agora rodam a uma taxa média de IPCA + 10,5% a.a. (frente aos 10,3% do mês anterior). O resultado gerado recuou de R$ 0,156 para R$ 0,122 por cota, mas o pagamento de dividendos foi mantido em R$ 0,090 por cota, sustentado por um robusto aumento na reserva de lucros, que saltou de R$ 0,088 para R$ 0,120 por cota. O patrimônio líquido apresentou leve alta, atingindo R$ 49,3 milhões. Na frente de permutas, houve nova integralização de R$ 326 mil no fundo BIPE11. A liquidez em caixa atingiu 16,5%, exigindo agilidade na alocação para mitigar riscos de reinvestimento e evitar carrego subótimo frente ao carrego atual da carteira.
Relatório de 2025-06-30
A venda estratégica de ativos da carteira High Grade transformou a dinâmica operacional do **BIME11** em junho de 2025, revertendo a forte pressão sobre o caixa observada no mês anterior. O resultado gerado saltou expressivamente para R$ 0,156 por cota (ante os R$ 0,064 de maio), impulsionado pela alienação total das posições nos CRIs Airport Town, WT Morumbi e Creditas, que somaram R$ 7,17 milhões (14,6% do patrimônio líquido). Essa movimentação destravou correções monetárias acumuladas e permitiu a recomposição robusta da reserva de lucros, que passou de R$ 0,021 para R$ 0,088 por cota. Com isso, o pagamento de dividendos foi mantido no patamar de R$ 0,090 por cota, traduzindo um dividend yield anualizado de 16,3% sobre a cota de mercado. A migração de capital para operações estruturadas, evidenciada pelo novo aporte de R$ 1,6 milhão no CRI Jacarezinho, elevou a taxa média de carrego para IPCA + 10,3% a.a. (frente aos 9,6% anteriores) e comprimiu a duration da carteira para apenas 0,9 ano. O patrimônio líquido permaneceu estável em R$ 49,1 milhões, com a gestão sinalizando conforto para a manutenção dos rendimentos mensais no curto prazo, ancorada no atual valuation dos ativos e no robusto colchão de liquidez recém-formado.
Relatório de 2025-05-30
A forte contração na geração de caixa marcou a dinâmica operacional do **BIME11** em maio de 2025, exigindo o consumo de reservas para sustentar os rendimentos mensais. O resultado gerado recuou expressivamente para R$ 0,064 por cota, ante os R$ 0,128 registrados no mês anterior. Para manter o pagamento de dividendos no patamar de R$ 0,090 por cota — o que traduz um dividend yield anualizado de 16,3% sobre a cota de mercado —, a gestão utilizou parte do lucro acumulado, reduzindo a reserva de R$ 0,047 para R$ 0,021 por cota. O patrimônio líquido permaneceu estável na casa dos R$ 49,1 milhões. Na frente de alocação, o destaque foi o novo aporte de R$ 300 mil no CRI Jacarezinho, ativo indexado a IPCA + 11,00% a.a., enquanto a estratégia de permutas imobiliárias manteve sua contribuição em 12% do resultado total. A carteira de crédito segue 100% desalavancada, preservando a taxa média de carrego em IPCA + 9,6% a.a. e a duration curta de 1,7 anos. Embora a gestão sinalize conforto com a atual distribuição baseada no valuation dos ativos, a margem de manobra diminuiu consideravelmente com a desidratação da reserva de lucros.
Relatório de 2025-04-30
A expressiva recuperação na geração de caixa marcou a virada operacional do **BIME11** em abril de 2025, revertendo a compressão vista no mês anterior. O resultado saltou para R$ 0,128 por cota, permitindo não apenas a manutenção do pagamento de dividendos em R$ 0,090 por cota (dividend yield anualizado de 16,5% sobre a cota de mercado), mas também uma recomposição robusta da reserva de lucros, que passou de R$ 0,009 para R$ 0,047 por cota. O patrimônio líquido do fundo acompanhou o movimento positivo, subindo de R$ 48,3 milhões para R$ 49,1 milhões. Do lado da alocação, a gestão realizou um novo aporte de R$ 262 mil no FII Brio Real Estate V (BIPE11), alinhado à tese de permutas imobiliárias, que neste mês reduziu sua participação na receita total de 21% para 12%. A carteira de crédito permanece 100% desalavancada, com taxa média ponderada estabilizada em IPCA + 9,6% a.a. e um leve encurtamento da duration para 1,7 anos. A gestão sinaliza conforto para manter os rendimentos mensais no patamar atual nos próximos meses, ancorada na atual estrutura de valuation e carrego dos ativos, sem abrir mão da segurança de sua reserva acumulada.