Relatório de 2026-01-31
A normalização do pagamento de dividendos para R$ 0,52 por cota dita o novo ritmo do **XLPR11** em janeiro de 2026, marcando o retorno à recorrência após a distribuição atípica represada no encerramento do ano anterior. O resultado de caixa recuou 9% no comparativo mensal, fechando em R$ 0,55 por cota, diretamente impactado pelo aumento de 25% nas despesas operacionais atreladas a taxas de venda de ativos e pela persistência da inadimplência na carteira de crédito. Na gestão do portfólio, a estratégia de reciclagem avançou de forma agressiva com a liquidação total das posições nos CRIs GPA, ONM e Moura Debeux, visando mitigar riscos e elevar a liquidez. Em contrapartida, a exposição no segmento de fundos imobiliários foi ampliada, com destaque para o TRUE11 (antigo OULG11), que saltou para 33,2% de participação no fundo, e o CXRI11. O valuation do fundo reflete a estabilidade do múltiplo P/VP em 0,98, com a cota patrimonial recuando levemente para R$ 80,50 e o valor de mercado para R$ 79,03. A base de investidores manteve a trajetória de retração, encerrando o mês com 1.392 cotistas. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o carrego atual exige monitoramento estrito das reestruturações paralisadas dos CRIs YouInc e Convisa, que seguem pressionando os rendimentos mensais e a integridade do patrimônio líquido.