Relatório de 2026-03-31
O aumento na distribuição de rendimentos mensais para R$ 0,88 por cota impulsionou o dividend yield anualizado do **KIVO11** a 16,55% em março de 2026, contrastando com a desvalorização no mercado secundário. A cota a mercado recuou para R$ 63,82, aprofundando o deságio patrimonial para 0,75x (frente aos 0,78x de fevereiro), enquanto a cota patrimonial sofreu leve ajuste negativo, passando para R$ 85,57. A alocação do portfólio manteve-se defensiva, com o caixa representando 27,7% do patrimônio líquido, uma variação marginal em relação ao mês anterior. No âmbito do carrego de crédito, as operações em reestruturação continuam pressionando o valuation interno. Os papéis Ekko e Starbucks permanecem severamente marcados a mercado (14,53% e 6,00% do valor de face, respectivamente), e o CRI Olimpo segue sem resolução prática na mediação cautelar. O cenário reflete um balanço entre a resiliência no pagamento de dividendos e os desafios intrínsecos de recuperação de garantias.
Relatório de 2026-02-28
A retração no pagamento de dividendos para R$ 0,86 por cota redefiniu o patamar de rentabilidade do **KIVO11** em fevereiro de 2026, comprimindo o dividend yield anualizado de 19,69% para 15,37%. No mercado secundário, a cota de fechamento recuou para R$ 67,14, aprofundando o deságio e levando a relação P/VP a 0,78x, mesmo com a leve valorização da cota patrimonial para R$ 85,94. A gestão realizou movimentações táticas relevantes no mês, destacando-se a liquidação antecipada do CRI Costa Hirota, que injetou cerca de R$ 4,0 milhões no caixa, e a integralização da posição do CRI Braspark (R$ 3,47 milhões) em cotas subordinadas do FII Alianza Renda Mais, buscando um carrego estimado de IPCA + 13,0% a.a. A liquidez do portfólio subiu marginalmente, atingindo 27,9% do PL em caixa. No front de crédito e reestruturações, o cenário exige monitoramento contínuo: enquanto o CRI Arquiplan avançou com a aprovação de dação em pagamento de 50 unidades para quitar o saldo devedor, o CRI Olimpo segue sem avanços concretos na mediação cautelar. Adicionalmente, os papéis Ekko e Starbucks continuam severamente penalizados na marcação a mercado, refletindo os desafios intrínsecos de recuperação de garantias e reestruturação de dívidas.
Relatório de 2026-01-31
O expressivo salto na distribuição de rendimentos mensais marcou o início do ano para o **KIVO11**, impulsionando o dividend yield anualizado para o patamar de 19,69%. O pagamento de dividendos avançou de R$ 0,87 no mês anterior para R$ 1,14 por cota em janeiro de 2026. Esse movimento foi acompanhado por uma valorização no mercado secundário, onde a cota de fechamento atingiu R$ 69,49, reduzindo o deságio e elevando a relação P/VP para 0,81x. O valor patrimonial também registrou leve alta, passando para R$ 85,60. A carteira manteve sua estrutura de carrego com taxas médias de IPCA + 10,4% e CDI + 4,7%, além de uma expressiva posição de liquidez, com 25,9% do PL em caixa. No front de crédito, as operações em reestruturação seguem pressionando a marcação a mercado. O destaque negativo do mês foi o CRI Olimpo, que não honrou o pagamento no vencimento em janeiro, gerando o vencimento antecipado da dívida e a entrada da devedora em um processo de mediação cautelar com credores de 60 dias.
Relatório de 2025-12-31
A alocação estratégica no segmento de energia limpa protagonizou as movimentações do **KIVO11** neste encerramento de ano, com a integralização de R$ 10,3 milhões no CRI Platão Energia e o aporte de R$ 3,0 milhões no fundo SNEL11. Essa substituição de um CRI de desenvolvimento fotovoltaico por cotas de FII visou otimizar a liquidez e a relação risco-retorno da carteira. No mercado secundário, a cotação reagiu positivamente, subindo para R$ 64,94 e estreitando o deságio patrimonial para 0,76x, a despeito da leve retração no valor patrimonial, que encerrou em R$ 85,31. O pagamento de dividendos apresentou incremento em relação ao mês anterior, alcançando R$ 0,87 por cota, o que traduz um rendimento mensal de 1,34% e um dividend yield anualizado de 16,08%. Na frente de gestão de passivos e risco de crédito, a novidade foi a aprovação de dação em pagamento para o CRI Arquiplan, agora marcado a 55% do valor de face. Paralelamente, os CRIs Starbucks, Ekko e Olimpo seguem com marcações severas e sem resoluções definitivas de liquidez no curto prazo. A taxa média de aquisição do portfólio atrelado ao CDI subiu para CDI + 4,7%, mantendo a parcela de inflação estável em IPCA + 10,4%.
Relatório de 2025-11-30
A estratégia de reciclagem do portfólio marcou o mês de novembro com a venda integral do CRI Levon Morumbi por R$ 5,0 milhões e a alienação parcial do CRI Braspark por R$ 2,4 milhões, visando reoxigenar a carteira com novas operações. No mercado secundário, a cotação do **KIVO11** sofreu leve retração para R$ 61,75, aprofundando o deságio patrimonial para 0,72x (P/VP), mesmo com a valorização da cota patrimonial, que subiu para R$ 85,94. O pagamento de dividendos manteve-se estável em R$ 0,85 por cota, o que, aliado à queda no preço de tela, impulsionou o dividend yield anualizado para 16,52%. A gestão segue administrando os passivos de crédito: o CRI Starbucks permanece com expectativa de injeção de R$ 2,0 milhões em dezembro, enquanto os CRIs Ekko e Olimpo continuam em processo de reestruturação e execução de garantias, com marcações a mercado severas. As taxas médias de aquisição registraram leve alta na parcela atrelada à inflação, passando para IPCA + 10,4%, mantendo a exposição pós-fixada em CDI + 4,3%.
Relatório de 2025-10-31
A forte desaceleração do IPCA para 0,09% em outubro impactou diretamente a geração de caixa, reduzindo o pagamento de dividendos para R$ 0,85 por cota. Esse recuo nos rendimentos mensais comprimiu o dividend yield anualizado para 16,41%, refletindo a alta exposição da carteira ao índice inflacionário, que representa cerca de 80% dos ativos. No mercado secundário, a cotação do **KIVO11** manteve a tendência de desvalorização, encerrando o mês a R$ 62,15 e ampliando o deságio para 0,73x (P/VP), a despeito da leve alta na cota patrimonial para R$ 85,64. A gestão segue monitorando os riscos intrínsecos de crédito: enquanto o CRI Starbucks mantém a expectativa de injeção de R$ 2,0 milhões no caixa em dezembro, o CRI Arquiplan avançou para a fase de dação em pagamento de unidades, cessando a incidência de juros originais. As taxas médias de aquisição da carteira registraram leve ajuste na parcela pós-fixada, situando-se em CDI + 4,3%, enquanto o indexador de inflação permaneceu estável em IPCA + 10,3%.
Relatório de 2025-09-30
O salto expressivo no pagamento de dividendos para R$ 1,11 por cota marcou o resultado de setembro do **KIVO11**, impulsionado pela quitação do CRI Vitacon Sr e por um novo ajuste na metodologia de cálculo de distribuição. Esse repasse elevou o dividend yield anualizado para 20,88%, revertendo a compressão observada no mês anterior. Apesar da forte geração de renda, a cotação no mercado secundário manteve a trajetória de queda, fechando a R$ 63,79 e aprofundando o deságio patrimonial para 0,75x (P/VP), mesmo com a leve valorização da cota patrimonial para R$ 85,51. A carteira de crédito manteve suas taxas médias estáveis em IPCA + 10,3% e CDI + 4,5%. No carrego de ativos estressados, houve avanços concretos: a liberação de recebíveis do CRI Starbucks deve injetar cerca de R$ 2,0 milhões no caixa do fundo, enquanto o CRI Ekko teve seu vencimento antecipado decretado para acionamento do seguro de término de obra, evidenciando uma postura ativa na mitigação de riscos intrínsecos.
Relatório de 2025-08-31
A alteração na metodologia de cálculo para a distribuição de rendimentos mensais impactou diretamente o patamar de proventos do **KIVO11** em agosto de 2025, que recuou para R$ 0,71 por cota. Esse ajuste contábil, que passa a considerar receitas apuradas até dois dias úteis antes do fechamento do mês, comprimiu o dividend yield anualizado de 16,75% para 13,20%. No mercado secundário, a cotação sofreu nova desvalorização, fechando a R$ 64,80 e aprofundando o deságio patrimonial para 0,77x (P/VP), frente a um valor patrimonial de R$ 83,83. Apesar da queda no repasse imediato, a gestão sinaliza um acúmulo de resultados já auferidos que deve gerar um incremento de R$ 0,27 por cota no mês subsequente. Na carteira de crédito, as taxas médias apresentaram leve oscilação, com a parcela atrelada à inflação subindo para IPCA + 10,3% e a de CDI ajustando para 4,5%. O carrego segue pressionado pelos processos de reestruturação, com avanços na liberação de recursos do CRI Starbucks e novas assembleias para o CRI Ekko.
Relatório de 2025-07-31
A redução no patamar de rendimentos mensais para R$ 0,95 por cota e a formalização de novos trâmites de reestruturação em ativos inadimplentes ditaram a dinâmica do **KIVO11** em julho de 2025. O dividend yield anualizado recuou de 17,64% para 16,75%, refletindo o ajuste na distribuição. No carrego da carteira, as taxas médias sofreram leve compressão, com a parcela atrelada à inflação passando para IPCA + 10,20% e a de CDI para 4,53%. O valuation do fundo manteve-se estável com P/VP de 0,80x, negociando a R$ 68,07 no mercado secundário frente a um valor patrimonial de R$ 84,98. No campo dos riscos intrínsecos, a gestão avançou na execução de garantias do CRI Ekko após decretação de vencimento antecipado e aprovou a dação em pagamento no CRI Arquiplan, que segue com forte marcação a mercado (55%). O CRI Olimpo permanece em mediação judicial sem avanços concretos (marcado a 30%), enquanto o prazo para adesão ao plano de recuperação do CRI Starbucks (marcado a 6%) atingiu seu limite, definindo os próximos passos para o destravamento de recursos bloqueados.
Relatório de 2025-05-30
A manutenção do patamar de pagamento de dividendos em R$ 1,00 por cota e a leve compressão no deságio a mercado ditaram o ritmo do **KIVO11** em maio de 2025. O fundo estabilizou seus rendimentos mensais, entregando um dividend yield anualizado de 17,64%, uma sutil retração frente aos 17,90% do mês anterior. O carrego da carteira atrelada à inflação apresentou um incremento marginal, passando para IPCA + 10,27%, enquanto a parcela em CDI permaneceu inalterada em 4,54%. No âmbito do valuation, a cota a mercado fechou em R$ 68,01, reduzindo o deságio patrimonial de 21,2% para 20,1% (P/VP de 0,80x). A gestão de riscos intrínsecos segue em evidência com a manutenção das severas marcações a mercado nos CRIs Olimpo (30%) e Arquiplan (55%). Adicionalmente, o fundo enfrenta um prazo decisivo até o final de junho para aderir ao plano de recuperação judicial do CRI Starbucks, atualmente marcado a 6% do valor de face, visando o destravamento de recursos bloqueados.
Relatório de 2025-04-30
O aumento da distribuição de rendimentos mensais para R$ 1,00 por cota e a remarcação negativa dos CRIs Olimpo e Arquiplan ditaram a dinâmica do **KIVO11** neste mês. O dividend yield anualizado avançou para 17,90%, superando os 16,41% do mês anterior, impulsionado pelas taxas médias de carrego que registraram leve alta para IPCA + 10,24% e CDI + 4,54%. O desconto da cota a mercado em relação ao valor patrimonial oscilou ligeiramente para 21,2% (P/VP de 0,79x). Na frente de riscos intrínsecos, o fundo enfrentou impactos diretos no valor da cota patrimonial devido a duas provisões relevantes: o CRI Olimpo foi remarcado para 30% do valor de face em meio à estagnação do processo de mediação, enquanto o CRI Arquiplan sofreu ajuste para 55% do valor de face após a aprovação de dação em pagamento, o que suspenderá a incidência de juros originais. O CRI Starbucks manteve sua marcação em 6,00%, aguardando decisão dos credores até o final de junho sobre o plano de recuperação judicial. A alocação total recuou marginalmente para 89% do patrimônio (77% em CRIs e 12% em FIIs), mantendo 11% em caixa.
Relatório de 2025-03-31
A redução do deságio da cota a mercado para 21,0% e a venda integral do CRI Talfin por R$ 3 milhões ditaram a dinâmica do **KIVO11** neste mês, compensando a manutenção dos desafios na carteira de crédito. O fundo manteve o pagamento de dividendos em R$ 0,90 por cota (dividend yield anualizado de 16,41%), sustentado por uma alocação de 90% do patrimônio. Na frente de investimentos, a gestão alocou R$ 1,7 milhão em tranches adicionais dos CRIs Costa Hirota e Patriarca. O carrego da carteira sofreu leve ajuste de baixa na parcela atrelada à inflação, passando para IPCA + 10,20%, enquanto a parcela em CDI permaneceu em 4,52%. Os riscos intrínsecos seguem concentrados nas operações em reestruturação: o CRI Arquiplan avança para liquidação via venda de estoque alienado, o CRI Olimpo permanece sem evolução na mediação, e o CRI Starbucks teve sua marcação a mercado ajustada para 6,00% do valor de face, exigindo decisão dos credores até junho sobre o plano de recuperação judicial.