Relatório de 2026-03-31
A interrupção na distribuição de dividendos marca o 1T2026 do **MCEM11**, reflexo direto do atraso da Prefeitura de São Paulo na vistoria das obras concluídas no cemitério Santo Amaro. Esse gargalo burocrático postergou o início da cobrança da taxa de manutenção de jazigos para 2027, frustrando o incremento projetado de R$ 30 a R$ 40 milhões anuais e impactando severamente o fluxo de caixa de curto prazo. Apesar do revés no pagamento de rendimentos mensais (que seguem cumulativos a R$ 8,04 por cota/ano), a operação apresentou evolução no mix de faturamento em relação ao baseline: os serviços funerários subiram para 49% de representatividade (ante 45% no 3T25) e as perpetuações avançaram para 25% (ante 23%). No âmbito do patrimônio e gestão de ativos, a execução do Plano de Intervenção acelerou significativamente. A construção de jazigos verticais saltou para 52% no Vila Nova Cachoeirinha (contra 30% no período anterior) e 25% no Dom Bosco, com a gestão revisando a conclusão total das obras para antes de 2028, ante a projeção anterior de 2030, impulsionada pela alta demanda por sepultamentos. Investidores focados no valuation devem monitorar o destravamento das vistorias públicas, principal gatilho para a retomada da rentabilidade.