Relatório de 2026-04-30
A aprovação da nova classificação multiestratégia e a alteração de nome para TZDK FII marcam a reestruturação profunda do **MGHT11** em abril de 2026, em meio à conclusão da due diligence que revelou um passivo judicial superior a R$ 11 milhões no seu único ativo imobiliário, o The Pearl Hotel. O resultado de caixa mensal permaneceu no campo negativo em R$ 27.754, representando uma leve piora de R$ 6 mil em relação a março de 2026, o que manteve a distribuição de dividendos zerada pelo terceiro mês consecutivo. O patrimônio líquido do fundo registrou uma sutil retração de 0,11%, encerrando o período em R$ 30,15 milhões, enquanto a cota patrimonial manteve-se estável em R$ 22,95. No mercado secundário, a cotação recuou 3,1% MoM para R$ 12,60, aprofundando o desconto do P/VP para 0,55, evidenciando os severos riscos de carrego e a urgência nas negociações dos litígios para destravar valor aos cotistas.
Relatório de 2026-02-27
O aprofundamento do déficit de caixa e a convocação de uma nova Assembleia Geral de Cotistas (AGC) para ampliação de escopo marcam a transição estratégica do **MGHT11** em fevereiro de 2026. O resultado financeiro sofreu forte deterioração em relação a janeiro, passando de um déficit de R$ 27 mil para R$ 107,7 mil negativos, pressionado por uma receita inédita de -R$ 44,7 mil decorrente de impostos sobre resgates de liquidez. Consequentemente, o pagamento de dividendos segue suspenso, com o rendimento mensal afundando para -R$ 0,08 por cota. A cota patrimonial apresentou leve retração (de R$ 23,09 para R$ 23,06), refletindo a contínua desidratação do patrimônio líquido, que encerrou em R$ 30,3 milhões. A base de investidores também encolheu, perdendo 74 cotistas no mês. Diante dos riscos intrínsecos de carrego e da ausência de rendimentos mensais, a gestão foca na recuperação de valor do Hotel de Búzios e anuncia o início de aquisições de ativos descontados para tentar reverter a espiral negativa.
Relatório de 2026-01-30
A confirmação de probabilidade nula de recuperação econômica dos CRIs da carteira marca o primeiro mês oficial da Iggy Investimentos à frente do **MGHT11**, redirecionando o foco de reestruturação integralmente para o Hotel de Búzios. No aspecto financeiro, o mês de janeiro de 2026 apresentou um repique nas receitas totais, que cresceram 10,33% (R$ 33 mil), mas o avanço foi ofuscado pelo aumento de 3,16% nas despesas (R$ 66,7 mil). Consequentemente, o resultado de caixa permaneceu no vermelho em R$ 27 mil (-R$ 0,02 por cota), mantendo a suspensão no pagamento de dividendos. O valuation do patrimônio sofreu nova leve desidratação, com a cota patrimonial recuando de R$ 23,11 para R$ 23,09, enquanto a base de investidores encolheu para 3.571 cotistas. A gestão agora concentra esforços analíticos no ativo imobiliário remanescente para buscar geração de valor recuperável a curto e médio prazo, em meio a um contexto assumido de estresse e perdas patrimoniais relevantes.
Relatório de 2025-12-31
A efetivação da troca de gestão para a Iguana Investimentos (Iggy) marca o início de uma nova fase para o **MGHT11**, acompanhada pela intenção formal de alterar o regulamento para diversificar a tese de alocação e mitigar a concentração atual. No aspecto financeiro, o fundo manteve a trajetória de redução do seu déficit operacional, registrando um resultado de caixa negativo de R$ 26,5 mil (-R$ 0,02 por cota) em dezembro, uma melhora frente aos -R$ 34,4 mil de novembro. Apesar da queda de 6,10% nas despesas totais, as receitas também recuaram 22,13% no período MoM. O pagamento de dividendos segue suspenso, refletindo a ausência de geração de caixa livre. No valuation, a cota patrimonial sofreu um leve ajuste negativo, passando de R$ 23,14 para R$ 23,11, enquanto a carteira de CRIs permanece sem atualizações relevantes e com participação nula no patrimônio devido às provisões já constituídas. A base de cotistas manteve-se inalterada em 3.647 investidores, que agora aguardam os próximos passos da estratégia de reconstrução dos rendimentos mensais.
Relatório de 2025-10-31
O adiamento da troca de gestão e a redução do déficit operacional dão o tom do mês para o **MGHT11**. A transferência da administração para a Iguana Investimentos, antes prevista para novembro, foi oficialmente postergada para 05 de dezembro de 2025. No aspecto financeiro, o portfólio apresentou uma melhora relativa ao registrar um prejuízo de R$ 46,7 mil (R$ 0,04 por cota), uma retração expressiva frente ao déficit de R$ 860 mil reportado no mês anterior. Apesar dessa mitigação, o pagamento de dividendos permanece zerado e o valuation da carteira sofreu leve ajuste negativo, com a cota patrimonial passando de R$ 23,17 para R$ 23,14. A estrutura do balanço segue altamente concentrada no ativo hoteleiro em Búzios, que agora representa 80,5% do patrimônio líquido, enquanto a carteira de CRIs continua asfixiada por uma provisão para devedores duvidosos (PDD) superior a R$ 60,9 milhões, mantendo o valor líquido desses papéis próximo a zero e limitando severamente a retomada dos rendimentos mensais no curto prazo.
Relatório de 2025-09-30
A aprovação definitiva da troca de gestão e a persistência do déficit operacional marcam o mês de transição do **MGHT11**. Dando desfecho ao risco de governança levantado no mês anterior, a assembleia de cotistas chancelou a substituição da Valora pela Iguana Investimentos, com eficácia programada para novembro de 2025. No âmbito financeiro, o portfólio registrou um novo prejuízo de R$ 860 mil (R$ 0,65 por cota) em setembro, o que manteve o pagamento de dividendos zerado. Esse resultado negativo pressionou novamente o valuation da carteira, fazendo a cota patrimonial recuar de R$ 23,80 para R$ 23,17. A estrutura do balanço revela uma dependência quase exclusiva do ativo hoteleiro em Búzios (78,3% do patrimônio), uma vez que a carteira de CRIs carrega uma provisão para devedores duvidosos (PDD) de R$ 60,9 milhões, reduzindo seu valor líquido a patamares irrisórios e limitando severamente as perspectivas de retomada dos rendimentos mensais no curto prazo.
Relatório de 2025-09-01
Solicitação de convocação de Assembleia Geral Extraordinária no fundo **MGHT11** para deliberar sobre a substituição da gestora do fundo.
O administrador do **MGHT11**, BTG Pactual Serviços Financeiros S.A. DTVM, informou o recebimento de pedido de convocação de Assembleia Geral Extraordinária (AGE) por meio de Consulta Formal, enviado por cotista representando cerca de 29,27% das cotas emitidas. A pauta proposta prevê a substituição da atual gestora, Valora Renda Fixa Ltda., pela Iguana Investimentos Ltda., bem como a aprovação para que os custos de realização da assembleia sejam suportados pelo próprio fundo. O administrador avaliará o teor da solicitação no prazo de até 30 dias.
Relatório de 2025-08-31
A concretização da venda de ativos em Vila Madalena destravou a liquidez imediata do **MGHT11**, mas impôs um severo impacto no valuation da carteira neste mês. O fundo reconheceu um prejuízo contábil expressivo de R$ 23,7 milhões (R$ 18,05 por cota) em agosto de 2025, fruto da diferença entre o valor de face do imóvel (R$ 41 milhões) e o montante da alienação (R$ 18 milhões). Consequentemente, o patrimônio líquido sofreu uma forte reprecificação, com a cota patrimonial caindo de R$ 27,15 para R$ 23,80. Do lado operacional, o ingresso de R$ 12 milhões no caixa permitiu a quitação integral do CRI Búzios, eliminando o risco de execução deste passivo que se encontrava em default. Apesar do alívio no balanço, os rendimentos mensais seguem suspensos, com dividendos zerados. No âmbito da governança, um novo fator de risco intrínseco surge com o pedido formal de convocação de assembleia por um cotista relevante (29,27% de participação) visando a substituição da atual gestora.
Relatório de 2025-08-22
O fundo de investimento imobiliário **MGHT11** comunicou a conclusão da venda do imóvel localizado na Vila Madalena, em São Paulo, onde atualmente opera o Hotel Vila Madalena. A alienação do ativo foi realizada para a KPC Copacabana Empreendimento Imobiliário – SPE Ltda. pelo montante total de R$ 18.000.000,00, conforme deliberação e aprovação prévia em assembleia geral de cotistas do fundo.
O fluxo financeiro da venda do ativo divide-se em um recebimento à vista de R$ 12.000.000,00 no ato da assinatura da escritura pública, e o saldo de R$ 6.000.000,00 parcelado em 12 prestações mensais consecutivas corrigidas pela variação do IPCA. A transação imobiliária acarretará um impacto contábil imediato no resultado do **MGHT11**, com prejuízo estimado de R$ 17,86 por cota.
Relatório de 2025-07-31
A consumação da venda do ativo na Vila Madalena dita o novo rumo de liquidez do **MGHT11** em julho de 2025, marcando a transição de uma proposta para um fato relevante concretizado. O prejuízo contábil registrou leve piora, passando de R$ 135.991 no mês anterior para R$ 137.942 (R$ 0,10 por cota), o que mantém o pagamento de dividendos suspenso. A cota patrimonial recuou marginalmente de R$ 27,26 para R$ 27,15. Com a venda de ativos paulista aprovada por 96,27% dos votantes em assembleia, a gestão foca na destinação imediata do caixa gerado para quitar integralmente o CRI Búzios. Este passivo encontra-se em default devido à inadimplência da rede Selina nos aluguéis, gerando elevado risco de execução. A manobra visa proteger o patrimônio remanescente e aliviar a restrição severa de liquidez, enquanto a execução das garantias dos CRIs Selina aguarda nova chamada de capital dos investidores para cobrir custos fixos de securitização.
Relatório de 2025-06-30
A proposta formal para a venda de ativos em São Paulo marca a virada estratégica do **MGHT11** em junho de 2025, impulsionada pela necessidade urgente de liquidez. O prejuízo contábil do fundo voltou a acelerar, atingindo R$ 135.991 (R$ 0,10 por cota) contra os R$ 68.591 do mês anterior, pressionado por despesas de auditoria, avaliação e segurança do imóvel desocupado na Vila Madalena. Consequentemente, o pagamento de dividendos segue suspenso. A alienação do ativo paulista por R$ 18 milhões visa estancar a queima de caixa e quitar passivos críticos, especialmente o CRI Búzios, que entrou em default e ameaça a posse do hotel fluminense. Apesar do cenário operacional adverso e da proposta de venda apresentar deságio frente ao valor contábil, a cota patrimonial registrou leve avanço para R$ 27,26, refletindo reavaliações recentes, enquanto a gestão foca em concentrar os esforços de geração de rendimentos mensais na maturação exclusiva da operação em Búzios.
Relatório de 2025-05-31
A expressiva mitigação do déficit financeiro e a conclusão do primeiro mês integral de operação na Vila Madalena reconfiguram o carrego do **MGHT11** em maio de 2025. O prejuízo contábil recuou drasticamente de R$ 0,22 para R$ 0,05 por cota (total de R$ 68.591), aliviando a pressão imediata no caixa, embora o pagamento de dividendos permaneça suspenso. No portfólio físico, a ocupação em Búzios aprofundou a queda para 40% devido à sazonalidade de baixa temporada, contrastando com a entrega de revitalizações estruturais no ativo (SPA, piscina e mobiliário) que visam sustentar o valuation e futuras diárias. O ativo paulista, por sua vez, reportou níveis incipientes de hóspedes, exigindo maturação para gerar rendimentos mensais consistentes. Paralelamente, os riscos atrelados à carteira de crédito persistem: a gestão indicou a necessidade de nova assembleia para aprovar aportes adicionais no patrimônio separado dos CRIs Selina, visando cobrir custas fiduciárias e operacionais. Esse cenário de estabilização física e queima de caixa residual pressionou levemente o patrimônio líquido, com a cota patrimonial ajustada para R$ 26,44.
Relatório de 2025-04-30
A reabertura do hotel na Vila Madalena e a forte queda na ocupação em Búzios reconfiguraram o cenário operacional do **MGHT11** neste mês, acompanhados por um agravamento no déficit financeiro. O fundo registrou um prejuízo de R$ 289.482 (R$ 0,22 por cota) em abril de 2025, uma piora expressiva em relação ao resultado negativo de R$ 0,04 do mês anterior. Esse impacto nas despesas foi impulsionado pelo pagamento retroativo de contratos de segurança patrimonial. No portfólio físico, o ativo de São Paulo iniciou sua fase de soft opening com vendas online ativas, enquanto a operação fluminense sofreu com o início da baixa temporada, derrubando a taxa de ocupação de 72,5% para 46%. O pagamento de dividendos segue suspenso. No carrego da carteira de dívida, a execução dos CRIs avançou com a conclusão da peça inicial, mas exigirá novos aportes de capital pelo fundo para custear o processo legal. O valor da cota patrimonial recuou de R$ 26,71 para R$ 26,49, refletindo os desafios de liquidez e a necessidade de estabilização dos ativos para uma futura retomada de rendimentos mensais.
Concentração e Riscos de Portfólio
Índice HHI de concentração: Calculado por IA
Distribuição de indexadores: IPCA, CDI e IGPM.