Relatório de 2026-03-31
O avanço nas negociações da revisional com a Caixa Econômica Federal e os gargalos orçamentários nas reformas estruturais ditaram o ritmo do **CXCO11** neste mês. Em contraste com a entrega do laudo da CBRE no período anterior, março foi marcado pela apresentação do contraestudo da locatária, mantendo o processo de reprecificação dos aluguéis em andamento. No mercado secundário, a cotação encerrou a R$ 72,80, mantendo o múltiplo P/B em 0,76x, enquanto a liquidez sofreu nova contração, com o volume financeiro recuando de R$ 2,7 milhões para R$ 2,5 milhões. A distribuição de rendimentos mensais permaneceu estável em R$ 0,75 por cota, o que consolida um pagamento de dividendos de R$ 8,92 nos últimos 12 meses e eleva o Dividend Yield anualizado para 12,28%. No âmbito operacional, a vacância física segue zerada, mas o cronograma de obras enfrenta novos entraves: em Cascavel, a necessidade de substituição integral do sistema de ar-condicionado inviabilizou o orçamento original de R$ 500 mil previsto no prospecto, exigindo renegociação de escopo para preservar o patrimônio do fundo. Para o investidor que avalia se o ativo vale a pena, o carrego atual sustenta um resultado de caixa superior a R$ 3,1 milhões, absorvendo os custos de manutenção sem comprometer a rentabilidade imediata.