O BCIA11 aumentou sua posição em fundos imobiliários de tijolo, passando de 62% em dezembro para 64% do patrimônio líquido no fechamento do mês. O racional é capturar a valorização adicional desses ativos com o esperado início do ciclo de cortes da taxa Selic.
O BCIA11 executou um giro de carteira de R$ 20 milhões (5,2% do PL). A operação envolveu a venda de fundos de recebíveis (CRIs) que negociavam com ágio e baixo spread de crédito, além de fundos de tijolo com menor potencial de retorno devido a fatores técnicos ou portfólios com baixa capacidade de melhora na vacância.
A gestão do BCIA11 calcula que o fundo possui um 'duplo desconto' de 15,8%. Isso significa que o investidor adquire a cota do fundo com 8,3% de desconto frente ao seu valor patrimonial, e os FIIs que compõem a carteira do fundo também negociam com um desconto médio de 8,2% em relação aos seus respectivos valores patrimoniais.
O BCIA11 manteve a distribuição de dividendos em R$ 0,86 por cota. O resultado financeiro do mês foi de R$ 0,94 por cota, originado principalmente por R$ 0,90 de rendimentos de FIIs, R$ 0,08 de juros de CRIs e ganhos com renda fixa, R$ 0,01 de ganho de capital, deduzidos de R$ 0,06 de despesas operacionais.